Cervejeiros de Curitiba batem papo sobre a “alquimia” da cevada e do malte

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Cinco 'alquimistas' participaram do evento, comentando sobre o título de "Vale do Silício da cerveja artesanal". (foto: Priscilla Fiedler/divulgação)

Cinco ‘alquimistas’ participaram do evento, comentando sobre o título de “Vale do Silício da cerveja artesanal”. (foto: Priscilla Fiedler/divulgação)

Os fundadores de cinco cervejarias curitibanas estiveram reunidos em um bate-papo na manhã desta quarta-feira (19) no Hard Rock Cafe. Foi durante a primeira edição deste ano do Estrela ADVB, que leva ao público personalidades de empreendedorismo e do empresariado. O evento teve como tema o “Vale do Silício da cerveja artesanal”, que é como a revista Exame considera Curitiba, por conta dos prêmios nacionais e estrangeiros para as cervejarias artesanais.

Alejandro Winocur, da Way Beer, abriu o evento contando a trajetória da cervejaria: “Montei todo plano de negócio para abrir uma fábrica, mas não sabia o principal: fazer cerveja. Por coincidência do destino, conheci o Alessandro Oliveira, que já produzia cervejas em casa, tinha todos os equipamentos e topou fazer essa parceria”, comentou Winocur. Lançada em 2010, hoje a Way Beer trabalha com exportação, principalmente, para os Estados Unidos, mas já traça planos para chegar à Europa.

De um hobby à profissão, a cervejaria Bastards Brewery apostou em uma forma diferente para conquistar os clientes. Fundada em 2013 com cervejas produzidas em panelas, a marca adequa a cada rótulo um personagem. “Buscamos sempre aproximar o consumidor da marca. Foi preciso muita paciência para ser assertivo no nosso negócio”, comentou o fundador da marca, Francisco Seegmuller, durante o Estrela ADVB. Ele também falou sobre o novo empreendimento da marca, um pub diferenciado, que tem atraído a atenção dos adoradores de cerveja.

Paulo Nauiack, Aldo Malucelli, Eduardo Jaime, Roni Pires e Marcelo Romaniewic. (foto: Priscilla Fiedler/divulgação)

Paulo Nauiack, Aldo Malucelli, Eduardo Jaime, Roni Pires e Marcelo Romaniewic. (foto: Priscilla Fiedler/divulgação)

Outro participante do evento foi Iron Mendes, ex-piloto de navio e fundador da Maniacs Brewing Co. “Começamos nesse mercado com todo o processo de distribuição de cervejas, incluindo marcas nacionais e internacionais. Hoje, estamos em seis filiais espalhadas pelo Brasil, com produtos próprios”, comentou Mendes. São aproximadamente 50 colaboradores, envolvidos em todo o trabalho, contando importadora, distribuidora e cervejaria. Entre as inovações recém-lançadas pela Maniacs estão as cervejas em lata e um pack de papelão que suporta gelo por até seis horas.

Diretor da ADVB-PR e fundador da Gauden Bier, Ronaldo Flor apresentou o modelo de negócio adotado da cervejaria. “Decidimos seguir o caminho colaborativo, cooperado, onde convidamos produtores de cervejas para fazerem seus produtos na nossa fábrica”, explicou. Considerada a cervejaria mais antiga da região de Curitiba, só em janeiro deste ano até o momento, a Gauden Bier já fabricou mais de 500 mil litros, sendo 80% Gauden e os outros 20% divididos entre marcas parceiras.

Rafael Schorr, Luiz Iankoski, Samuel Cavalcanti e Marcelo Romaniewicz. (foto: Priscilla Fiedler/divulgação)

Rafael Schorr, Luiz Iankoski, Samuel Cavalcanti e Marcelo Romaniewicz. (foto: Priscilla Fiedler/divulgação)

Finalizando o evento, Samuel Cavalcanti, da cervejaria Bodebrown, mostrou a trajetória da empresa e os mais de 130 prêmios conquistados. “Desde o começo, nossa preocupação não foi formação de preço e volume, e sim ter um produto de alta qualidade”, contou Cavalcanti. Ao longo dos oito anos de trajetória, a Bodebrown já foi convidada a produzir cervejas na Inglaterra, Itália, Austrália e outros países. Hoje, o Brasil possui cerca de 400 microcervejarias, e, segundo Cavalcanti, com o rápido crescimento desse mercado, espera-se que até 2020 sejam mais de 1.200.

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Autor

é jornalista especializado em gastronomia e cultura, publisher do site MinhaGula.com.br e colunista das revistas Dimensão e Aeroporto.

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