Confeiteira artesanal aposta em muffins funcionais sem farinha branca

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Receitas trazem combinações inusitadas como caramelo, amendoim e inhame, disponíveis sob encomenda. (foto: Gillo Brunisso)

Receitas trazem combinações inusitadas como caramelo, amendoim e inhame, disponíveis sob encomenda. (foto: Gillo Brunisso)

Se deliciar com muffins saborosos, sem peso na consciência ou na balança, e de brinde ainda ganhar mais energia. Essa é a proposta dos muffins funcionais da Lê Farinê, uma produção caseira artesanal de Curitiba mais nutritiva e menos calórica, sem glúten e nem lactose. A ideia agrada principalmente ao público fitness, que recarrega as baterias para os treinos da academia.

“Podem ser consumidos no lanche da tarde, no pré ou no pós-treino. Contêm açúcar mascavo e frutas in natura, que cumprem a função de carboidrato natural para dar energia durante o exercício”, revela a fisioterapeuta Letícia Mueller que, há pouco mais de dois anos, divide suas consultas de reabilitação esportiva com a preparação de muffins funcionais. “No trabalho, troco muitas informações com as nutricionistas da equipe. Acho que sempre tive essa visão de saúde conciliada com a alimentação, principalmente porque eu também adoro comer”, confessa a fisioterapeuta-confeiteira, que se formou em confeitaria pelo Senac e fez cursos de aperfeiçoamento em São Paulo.

Os muffins não levam farinha branca e agregam legumes como abobrinha, inhame e cenoura. Assim, dão a sensação de saciedade sem pesar no estômago. Dentre os 12 sabores fixos, o de mexerica (R$ 12,50) e o de pistache com frutas vermelhas (R$ 14) são encontrados no Café do Viajante (R. Comendador Fontana, 229, Centro Cívico, Curitiba). Outros, como abóbora com coco, chocolate com pimenta e limão com mirtilo, podem ser encomendados diretamente com Letícia em quantidades mínimas de seis unidades por sabor, combinando prazos e valores diretamente com ela. Já o bolo grande – pesando mais ou menos 1,3 kg e oferecendo as mesmas opções de sabor dos muffins – vai sair em média R$ 110. Há ainda os sabores sazonais. Para o verão, Letícia está testando opções com uva e pêssego.

Além dos muffins, Letícia também prepara os bolos funcionais com os mesmos sabores. (foto: Gillo Brunisso)

Além dos muffins, Letícia também prepara os bolos funcionais com os mesmos sabores. (foto: Gillo Brunisso)

“A ideia é preparar as receitas mais saudáveis, mas com cara, textura e gosto da linha convencional. Depois que prova e descobre que é sem glúten nem lactose, a pessoa se surpreende”, explica Letícia. Para tanto, ela aposta na variedade de farinhas disponíveis, descartando a branca: “É uma ampla riqueza pouco utilizada pela culinária, como as farinhas de amêndoas, coco, quinoa e arroz. Por que temos que usar só a branca?”, questiona. Porém, a parte mais complicada é equilibrar as diferentes propriedades das farinhas: “Tive que jogar muito bolo fora até chegar ao formato ideal. Às vezes, um tipo absorve mais líquido que o outro, o que não dá um bom resultado”, explica.

E os testes incluem ainda o uso de legumes frescos na massa dos muffins, já explorado há algum tempo pelos norte-americanos em receitas desse tipo. “A abobrinha é coringa, porque é neutra, não influencia no gosto. Mas também pode ser cenoura ou inhame, que vai no muffin de caramelo com amendoim. Todos são ótimos para dar textura”, revela a fisioterapeuta-confeiteira.

Serviço:
Lê Farinê
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