Manual básico de degustação de vinhos para iniciantes

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Aprenda o essencial sobre degustação de vinhos e tenha experiências gastronômicas fantásticas

Aprenda o essencial sobre degustação de vinhos e tenha experiências gastronômicas fantásticas

Você sabia que o sabor do vinho é incorporado ao nosso paladar através do contato da bebida com os nossos sentidos? Pois é. Por isso, é extremamente importante que você saiba identificar e diferenciar as diversas peculiaridades do vinho antes de saborear o seu.

Pra quem gosta de apreciar um bom vinho , mas ainda não entende nada de degustação, hoje a aula é por nossa conta. Pelo menos se você é iniciante. Veja só alguns detalhes indispensáveis para fazer da sua experiência, uma aventura gastronômica fantástica.

1. Fermentação do vinho

O processo bioquímico de fermentação é o resultado da conversão de moléculas de carboidratos por micro-organismos em álcool, gás carbônico e energia. No caso do vinho, a fermentação é utilizada para que se possa extrair o álcool a partir dos açúcares das uvas colhidas.

Para determinar o sabor de um vinho, é necessário ficar atento à alguns fatores, tais como: maturação, tipo da uva, estágio do amadurecimento e tempo envelhecimento do vinho. Na hora de servir, fique atento(a) quanto à temperatura. Os vinhos do tipo tinto precisam estar próximos à 15ºC e os vinhos do tipo branco próximos à 10ºC.

2. Como degustar o vinho?

A degustação começa a partir da análise visual do vinho. Para realizar essa análise, é preciso que o vinho seja decantado, ou seja, deve ser passado da garrafa para um recipiente de vidro. Se após esse processo o vinho estiver turvo, quer dizer que o mesmo ainda não está bom.

Depois da decantação, é preciso se atentar a intensidade da cor. No caso do vinho tinto, uma cor intensa mostra qualidade. No caso do vinho branco , uma coloração dourada clara demonstra que o mesmo está sofrendo oxidação — um sinal de que a bebida não está tão boa assim.

Para descobrir a maturidade do vinho, é necessário se atentar a nuance da bebida. Os vinhos mais velhos tendem a apresentar cores alaranjadas e acastanhadas. Os vinhos mais jovens costumam apresentar uma cor púrpura mais forte. Por fim, deve-se contemplar as lágrimas do vinho. As lágrimas são aquelas gotinhas que escorrem pela taça; ou seja, quanto mais rápidas escorrerem, menor será o teor alcoólico.

3. Classe do vinho e teor de açúcar

Classificar o vinho é indispensável para definir a graduação alcoólica e o estilo de bebida que será consumida. No caso dos vinhos, eles são normalmente classificados pelo teor alcoólico e de açúcar.

Os vinhos de mesa possuem uma graduação alcoólica entre 10% a 13% — variando entre os finos, nobres, especiais e comuns. Os vinhos mais leves, possuem uma graduação alcoólica entre 7% a 9,9%. Já os vinhos compostos, são preparados com a adição de produtos de origem animal, vegetal, óleos e outros ingredientes. Por isso, na maioria das vezes, possuem uma graduação alcoólica que varia de 15% a 18%.

O teor de açúcar do vinho permite modificar tanto a acidez e o amargor da bebida, quanto o seu aroma — influenciando diretamente na sensação de consumo. O vinho seco, por exemplo, tem cerca de 5g de açúcar por litro de bebida. Já o vinho suave, é perfeito para os paladares mais adocicados — já que o mesmo possui cerca de 20g de açúcar por litro da bebida.

4. O tipo de uva para cada vinho

Depois de aprender o básico sobre os vinhos, é importante saber qual o tipo de uva é escolhido para cada um deles; e como essa escolha influência diretamente no sabor final da bebida. Veja algumas das uvas mais comuns em vinhos.

Cabernet Sauvignon: as uvas Cabernet Sauvignon são as mais populares na produção de vinhos de mesa em todo mundo.

Malbec: as uvas Malbec produzem bons vinhos frutados, macios e encorpados. Muito comum nos vinhos argentinos.

Merlot: as uvas Merlot são muito semelhantes a Cabernet Sauvignon — principalmente pelo sabor balanceado e suave. Com um aroma frutado e sofisticado, também é uma boa opção de vinhos de mesa.

Pinot Noir: a uva Pinot Noir é suave e delicada. Pode ser usada na elaboração de vinhos de mesa ou espumantes. Bastante difícil de ser cultivada, por isso, é uma uva capaz de desenvolver vinhos peculiares e extremamente saborosos.

Chardonnay: considerada uma das mais nobres para a produção de bons vinhos de mesa ou espumantes. A uva Chardonnay tem uma coloração branca e um sabor seco — tornando-se a opção ideal para vinhos brancos e champagnes.

Lembre-se: a degustação de vinhos se aprimora a cada prática. Por isso, não deixe que suas habilidades desapareçam. Aprecie e experimente os diversos tipos de vinhos e torne-se um especialista no assunto. Acesse www.mambo.com.br e aproveite a enorme variedade de vinhos, espumantes e champanhes do mercado.

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Autor

é jornalista especializado em gastronomia e cultura, publisher do site MinhaGula.com.br e colunista das revistas Dimensão e Aeroporto.

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