Misto de bar e restaurante tem 100 opções de chopes, drinks e comidas com carne suína

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No novo We Are Bastards, no Água Verde, o mote é cerveja gelada, rock e blues e pratos 'diferentes'. (foto: Lening Abdala/divulgação)

No novo We Are Bastards, no Água Verde, o mote é cerveja gelada, rock e blues e pratos ‘diferentes’. (foto: Lening Abdala/divulgação)

Olhando de fora, o We Are Bastards Pub já mostra que não é mais um simples bar na nossa jovem cultura boêmia. O local abriu na semana passada onde antes funcionava o Matriz & Filial, no bairro do Água Verde, e é uma parceria entre o vizinho Crossroads e a cervejaria curitibana Bastards Brewery. A ideia ali é um grande espaço de lazer que não necessariamente você precisa falar alto com seus amigos para se fazer entender. Diferente de outros bares com muita música ao vivo, o We Are Bastards Pub tem um amplo espaço semi ao ar livre (há um teto retrátil), onde o barulho das bandas chega apenas como se fosse uma música ambiente.

O mote do local é cerveja, rock e blues e comida boa, e a ideia de abrir algo neste sentido nasceu na comemoração de 20 anos do Crossroads em 2015. Os três amigos cervejeiros Francisco Seegmueller, Humberto Gonçalves e Richard Buschmann queriam expandir a marca para um bar, mas não tinham muita intimidade com o assunto. “Na verdade, não queríamos necessariamente sermos donos de bar, mas tinhamos a vontade de ver o Bastards como nome de um lugar”, explica Segmueller. Já o proprietário do Crossroads, Alessandro Reis, tinha o espaço subutilizado, e começou “a conversar com os ‘paneleiros’ da cerveja, que desenvolveram o rótulo da edição de aniversário”. A união a oito mãos deu certo, e o espaço de 800m² passou por uma repaginada completa para abrigar o novo bar.

A área externa tem um teto retrátil pensado para os típicos dias carrancudos de Curitiba. (foto: Marcelo Cozzo/divulgação)

A área externa tem um teto retrátil pensado para os típicos dias carrancudos de Curitiba. (foto: Marcelo Cozzo/divulgação)

E como a especialidade deles era a cerveja, nada mais justo que o We Are Bastards oferecesse uma infinidade de rótulo. São 100 opções servidas em 32 torneiras, sendo oito para a linha da Bastards, três torneiras dedicadas às cervejas experimentais exclusivas do Bar, outras duas de nitrogênio (quase como um ‘frozen’) e as convidadas de várias partes do país. Lá estão opções como a Cathedral (Maringá), Daoravida (São Paulo), Baldhead (Porto Alegre), Sambaqui (Florianópolis), entre outras, além de uma geladeira exclusiva com rótulos de cervejarias paranaenses.

Das torneiras para o cardápio, tudo foi pensado para se harmonizar. As cervejas deram o tom dos pratos e petiscos, e o menu assinado pelo chef Allan Cunha acabou ganhando um tom mais divertido e fora do comum que se poderia encontrar em outros bares. Tudo leva carne suína, que caiu nas graças das pessoas. Praticamente tudo é para compartilhar, como a carne de onça com linguiça Blumenau, chips de batata e pão (R$ 34), a linguiça de rolo na chapa (R$ 23), o “3 Little Bastards” de sanduichinhos de barriga de porco desfiada, linguiça com vinagrete e pernil temperado (R$ 26) e o pão de alho com três tipos de queijos (R$ 19).

O 'P.I.G.', ou Pão inchado de Gostosura, é o popular pão com bolinho, só que feito com carne suína e queijo derretido. Sai a R$ 18 cada. (foto: André Nisgoski/divulgação)

O ‘P.I.G.’, ou Pão inchado de Gostosura, é o popular pão com bolinho, só que feito com carne suína e queijo derretido. Sai a R$ 18 cada. (foto: André Nisgoski/divulgação)

Para os amantes de bacon, há o Xtreme (R$ 14), que é uma porção generosa do toucinho, e o ‘5 Tons de Bacon (R$ 19), que é uma tábua de degustação da carne em cinco versões: defumado com macieira, xarope de bordo, sriracha, café e chocolate.

Já quem prefere levar uma vida mais saudável ao pé da letra, o chef Allan Cunha prepara a salada ‘Quase Saudável’ (R$ 28), que leva tomates, castanhas carameladas, queijo coalho e palmito frito. É… não dá pra ser assim tão radical.

Claro que nem todos são apreciadores de cerveja. Para estes, incluindo este que vos escreve, há uma carta de drinks criada pelo bartender Jhony Narita que mistura coquetéis com leves toques de birra. “Tudo é diferente aqui, não tem como sugerir o melhor ou o que mais sai”, explica ele ao ser questionado sobre um ou outro destaque. Há os clássicos como Aperol Spritz (R$ 18), Negroni (R$ 18) e Gin Tonic (R$ 18), e sete opções autorais bem diferentes! Uma delas é o Bastard Buck (R$ 22), que leva gengibirra, suco de limão, purê de maracujá, malte Bastards e espuma de gengibre, muito aromático. Ou ainda o Mayhem Punch (R$ 59, em jarra), com brandy, cointreau, vinho rosé, mel, Hector Five Rounds (um malte da casa) e purê de frutas vermelhas.

E o Porco na Lata (R$ 28), outro petisco para compartilhar com os amigos. (foto: André Nisgoski/divulgação)

E o Porco na Lata (R$ 28), outro petisco para compartilhar com os amigos. (foto: André Nisgoski/divulgação)

Como todo jantar ou happy hour regado a álcool precisa de uma sobremesa para dar uma equilibrada na glicose, o chef criou o Mark’s Forest (R$ 24), que é um bolo de floresta negra desconstruído com cerveja stout. E até mesmo o cafezinho ganhou uma cara nova! O We Are Bastards fez uma parceria com o Moka Club para a criação de um blend de café (50%) com malte caramelo (25%) e cevada torrada (25%), a R$ 5 cada. Mas não é um simples cafezinho: está disponível em uma das torneiras de nitrogênio na versão Cold Brew (método de extração de café a frio) e também servido passado diretamente na mesa do cliente.

Diariamente, de quarta a domingo, há atrações musicais no palco tocando rock, blues e até um pouco de jazz, e nos intervalos o dj Kaka Franco faz uma seleção de deep house puxado para estilos acústicos.

A capacidade da casa é para 125 pessoas sentadas, e não cobra entrada.

Serviço:
We Are Bastards Pub
Av. Iguaçu, 2300, Água Verde
Horários de atendimento: quarta a sexta, das 19h às 2h. Sábado, das 16h às 2h. Domingo, das 16h às 23h.
41 3343-0113

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Autor

é jornalista especializado em gastronomia e cultura, publisher do site MinhaGula.com.br e colunista das revistas Dimensão e Aeroporto.

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